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Fiocruz: situação da covid no Brasil deve continuar 'preocupante'

Pesquisadores alertam para o alto índice de novas infecções e óbitos em todo o país, algo que deve persistir até o fim de abril

14/04/2021 16h51
Por: TVI (MTB 0020533/MG) Fonte: R7
Situação dos hospitais ainda é crítica na maioria dos estados - (Foto: Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo)
Situação dos hospitais ainda é crítica na maioria dos estados - (Foto: Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo)

Boa parte dos estados brasileiros continua com taxas de ocupação dos leitos de UTI destinados a pacientes com covid-19 acima de 80%. Além disso, o número de novos infectados se mantém em patamar elevado, assim como as mortes.

Estes motivos levam pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) a avaliar que "a pandemia deve permanecer em níveis preocupantes ao longo do mês de abril", em boletim extraordinário divulgado nesta quarta-feira (14).

Os integrantes do Observatório avaliam que, ainda que entre em estabilidade, a pandemia pode se manter com taxas elevadas de casos graves e óbitos.

Os leitos de covid-19 no SUS permanecem com nível de ocupação crítico (acima de 80%) em 22 estados e no Distrito Federal (RS, SC, PR, SP, RJ, ES, MG, GO, MT, MS, BA, SE, AL, PE, RN, CE, PI, TO, PA, RO, AP, AC).

Amazonas, Maranhão e Paraíba estão com ocupação média: 73%, 78% e 70%, respectivamente. O único estado em verde é Roraima, com 44%.

“As medidas de restrição de mobilidade e de algumas atividades econômicas, adotadas nas últimas semanas por diversas prefeituras e estados, estão produzindo êxitos localizados e podem resultar na redução dos casos graves da doença nas próximas semanas. No entanto ainda não tiveram impacto sobre o número de óbitos e no alívio das demandas hospitalares”, afirma o boletim.

Os pesquisadores alertam que relaxar as medidas restritivas neste momento pode representar um risco de novo aumento de casos.

“A flexibilização de medidas restritivas pode ter como consequência a aceleração do ritmo de transmissão e, portanto, de casos graves de covid-19 nas próximas semanas.”

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